Como cada tipo de viajante usa o imóvel de temporada — e por que isso muda tudo no projeto
- Gabriela e Luiza M
- 1 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Quem investe em aluguel por temporada às vezes vê o Airbnb apenas como turismo. Mas o mercado é muito mais amplo. Salvador recebe perfis variados de hóspedes, cada um com necessidades, ritmos e expectativas diferentes. E entender essas diferenças é o que separa um imóvel mediano de um imóvel que performa de verdade.
A forma como o hóspede usa o espaço define desde a marcenaria até os eletros. Sem esse diagnóstico, o imóvel perde atratividade, avaliação e ocupação. Com ele, tudo rende mais.
Turismo de lazer: Esse é o perfil mais associado ao short stay. E Salvador é um prato cheio: Rio Vermelho, Barra, Ondina e o eixo da orla recebem visitantes o ano inteiro, com picos fortes no verão e no Carnaval.
Como esse hóspede usa o imóvel: Ele passa o dia na rua. Vai comer fora, explorar a cidade, voltar só para descansar. Não usa muito a cozinha. Não exige armários grandes. Não quer complexidade. Ele procura charme, identidade local, conforto e boas fotos.
O que ele valoriza: Cor, estética, luz, clima baiano. Quanto mais o imóvel traduz Salvador, mais desejo ele cria. A experiência precisa ser imersiva. Esse hóspede não quer estar em um quarto genérico que poderia estar em São Paulo. Ele procura Salvador, inclusive dentro do apartamento.
Viajante a trabalho: Stiep, Caminho das Árvores, Pituba e regiões próximas ao centro comercial recebem um perfil completamente diferente do turista.
Como esse hóspede usa o imóvel: Ele usa a cozinha. Prepara café da manhã antes de sair. Às vezes janta algo rápido ao voltar do trabalho. Desfaz a mala. Precisa organizar roupas. Precisa de ferro. Às vezes de lava e seca. Valoriza silêncio, boa mesa de trabalho, cadeira confortável e iluminação funcional.
O que ele valoriza: Agilidade, praticidade, conforto real de casa. Aqui, pequenos detalhes fazem muita diferença na avaliação.
Pessoas em transição: Esse é um perfil que muita gente esquece, mas que tem presença forte em Salvador: quem está mudando de cidade e precisa ficar 30, 45 ou 60 dias até encontrar um aluguel anual. E esse grupo tem dores específicas.
Como esse hóspede usa o imóvel: Ele mora no imóvel por semanas. Desfaz mala. Usa todos os armários. Usa cozinha com frequência. Lava roupa. Trabalha no sofá. Passa tempo no imóvel. Ele exige mais praticidade e conforto contínuo.
O que ele valoriza: Funcionalidade, armários bem planejados, eletros essenciais, sensação de casa e boa localização para resolver a vida enquanto se organiza.

Por que essas diferenças importam?
Porque cada perfil exige soluções específicas — e ignorar isso derruba atratividade e rentabilidade. Já quem adapta o imóvel ao público certo colhe reservas mais frequentes, avaliações melhores e diárias mais altas.
Segundo dados da Airbtics, a taxa média de ocupação do Airbnb em Salvador em 2023 foi de cerca de 55%, enquanto São Paulo registrou 63% e Brasília 67%. Isso mostra que ainda existe espaço claro para crescimento. Em uma cidade onde a demanda é variada e crescente, direcionar o projeto ao público certo pode colocar o imóvel acima da média.
Além disso, 2023 marcou a expansão da demanda para mais de 2.300 cidades brasileiras. Ou seja, existe um fluxo crescente de viajantes, com perfis diferentes e necessidades distintas — exatamente o cenário em que um projeto alinhado ao público faz diferença real.
E em Salvador, esse movimento se intensifica com o surgimento de novos empreendimentos feitos para temporada. Quem entende o público, ganha destaque.
Projetar para short stay não é só decorar. É estudar comportamento, prever uso, otimizar espaço e equilibrar estética com durabilidade. É saber o que cada público exige e como cada detalhe impacta nas avaliações e na diária.
Quando o investidor trabalha com uma empresa que entende essas nuances, como a Acorá, todo o projeto é pensado para o hóspede certo. E isso reflete diretamente no lucro final da unidade.
O short stay não é um público único. São vários. E cada um deles usa o imóvel de um jeito diferente. Ignorar isso é perder dinheiro. Considerar isso é construir um ativo mais desejado, mais bem avaliado e mais rentável.




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